Fintech nascida em Porto Alegre, a Nelogica é um ótimo exemplo de que as maiores empresas do mundo podem surgir de onde menos se espera. Liderada por Marcos Boschetti e Fabiano Kerber, agora enfrenta um novo desafio: levar sua tecnologia para o mercado global.

“Quem aqui nessa plateia acredita que pode surgir uma grande empresa de tecnologia no Rio Grande do Sul?” O auditório estava lotado. Mais de 1.500 alunos assistiam à palestra durante o Encontro Regional de Estudantes de Computação em Santa Maria. Apenas duas mãos se levantaram. Marcos e Fabiano tinham certeza da resposta. Não era uma ideia que tinha surgido naquele momento. Os dois falavam disso desde a primeira vez que empreenderam, aos 7 anos de idade.

Os adesivos eram a última moda no colégio onde estudavam. Os amigos que se conheciam desde o maternal enxergaram ali a primeira oportunidade de negócio e tornaram-se sócios. Compravam papel contact com o dinheiro da mesada, imprimiam as imagens na impressora de casa e vendiam os adesivos personalizados aos colegas. Liquidez garantida. Dali em diante, sempre pensavam em qual seria o próximo negócio. Durante o Ensino Médio, discutiam diariamente que empresa iriam abrir depois de formados. Marcos até pensava em fazer Engenharia Elétrica, mas foi em uma dessas conversas que mudou de ideia. “Vamos fazer Ciências da Computação porque com dois computadores criamos um software e assim temos nossa empresa.”, Fabiano argumentava.

Durante a faculdade, os dois se apaixonaram pelo mercado financeiro. Guiados pela curiosidade científica, ficavam intrigados com a lógica de funcionamento da Bolsa de Valores. Mas como as melhores ferramentas de análise do mercado custavam, em média, 2 mil dólares, passaram a criar um método próprio de avaliação. Os dois amigos liam artigos científicos que explicavam como grandes fundos operavam e, a partir disso, tomavam as decisões de investimento do próprio capital.

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