Os times remotos estão ficando cada vez mais comuns nas empresas, mas será que esse modelo realmente é o ideal para o seu negócio?

Quando entrei para ser CTO no Olist, há dois anos, meu desafio era claro: reconstruir a equipe de tecnologia, usando um modelo bem tradicional de contratação, e fazer a manutenção do sistema que usávamos na época. Mas esse escopo mudou por completo no momento em que decidimos reescrever o sistema do zero. Como o tempo era muito curto, fui conversar com o Tiago, CEO do Olist, para contratar mais desenvolvedores. Ele deu sinal verde para a contratação, mas quando falei que os melhores desenvolvedores que eu conhecia moravam em diferentes lugares do Brasil e não estavam dispostos a mudar para Curitiba ele torceu o nariz.

O Tiago já tinha tentado o modelo de trabalho remoto antes, sem sucesso, e eu entendia o seu pé atrás. Antes de entrar para o Olist, eu trabalhei como desenvolvedor remoto para uma empresa em São Paulo e tinha sido bem desafiador. Lembro que na época a empresa patinou durante um ano para conseguir fazer esse modelo dar certo. Mas foi por essa experiência, e por já ter visto o outro lado, que consegui convencê-lo de que poderia fazer o modelo de trabalho remoto funcionar no Olist.

Hoje, temos mais de 25 pessoas trabalhando remotamente dentro do nosso time de tecnologia. Ainda estamos aprimorando os fluxos, mas já colhemos alguns aprendizados que podem ser compartilhados com outros empreendedores que passam por um desafio semelhante.

Leia também: Como a ZUP profissionalizou a contratação de desenvolvedores para sustentar seu crescimento

Afinal, o que é trabalho remoto?

É comum a confusão entre o home office e trabalho remoto, mas a diferença é grande. Quando uma pessoa trabalha remotamente, ela não precisa, necessariamente, trabalhar de casa. Ela pode ir para um café, um coworking ou até mesmo para o escritório da empresa.

O trabalho remoto não é onde você trab…

Clique aqui para ver a publicação completa