O número de roubos de carga nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro disparou de 3.381 para 4.698 no terceiro trimestre de 2016, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo relatório da consultoria americana FreightWatch International, com base em dados das secretarias de Segurança Pública e da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (ANTCL), o aumento foi de 38,9%.

Os dois estados foram responsáveis também por cerca de 82% de todos os casos envolvendo roubos de carga em todo o país. Logo atrás nas estatísticas está Minas Gerais, que cresceu 31%.

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A alta se mostrou mais acentuada em São Paulo. Se analisado o acumulado de 2016 (de janeiro a setembro) em relação ao mesmo período do ano anterior, o estado apresentou crescimento de 56% nos casos de roubos – considerando apenas os dados do terceiro trimestre, o aumento foi de 38%, de 1.819 ocorrências para 2.511, segundo o relatório.

tabela-roubo-de-carga-spSão José do Rio Preto teve o aumento mais expressivo: de três casos no terceiro trimestre de 2015, pulou para 13 neste ano, um salto de cerca de 300% – a cidade, uma das maiores do interior paulista, é margeada por diversas rodovias e se transformou em rota de passagem obrigatória para diversos caminhões de carga. Bauru, outro polo do estado, também se destacou negativamente e viu subir 100% o número de ocorrências.

Já a capital paulista, apesar de não ter o maior crescimento, é a responsável pela maior parte dos casos – 1.433 roubos de carga ocorreram na cidade de São Paulo.

Dos mais populosos municípios do estado analisados no relatório, Sorocaba e Piracicaba foram os únicos a registrar queda, respectivamente, de 44% e 5% (veja mais no quadro ao lado).

Segundo o levantamento, a maior parte dos casos ocorreu com transporte de alimentos.

“É importante lembrar que os carregamentos de alimentos, de uma forma geral, possuem menos segurança do que os produtos de alto valor agregado, além de ser um item de fácil distribuição”, afirmou o estudo.

“É possível que o crescimento dos roubos de carga tenha ocorrido em função de uma adaptação das quadrilhas à forma de atuação policial que vinha dando resultado nos meses anteriores. É possível considerar também que as quadrilhas tenham encontrado uma grande demanda em função da crise econômica do país”, completou.

Dentre as rodovias que concentram as maiores incidências estão a BR-116 (Dutra), Anhanguera, Washington Luis, Rodoanel Mario Covas e Adalberto Panzan. Confira o mapa de risco do estado, segundo a FreightWatch International:

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Rio de Janeiro

Já no estado do Rio de Janeiro, os roubos pularam de 1.562 no terceiro trimestre de 2015 para 2.187 neste ano – um crescimento de 31%. A incidência maior ocorreu, principalmente, nas regiões Norte e Noroeste, no Sul Fluminense e em Niterói e Região dos Lagos – todas as áreas tiveram aumento, inclusive a capital (veja no quadro abaixo).

tabela-roubo-de-carga-rjNo estado, alimentos, bebidas alcoólicas e eletrônicos foram os alvos mais recorrentes dos roubos. “Apesar do recuo da taxa de crescimento verificada no início do ano, a capital tem apresentado uma retomada dos roubos em ritmo acelerado. Contudo, a diferença apresentada em relação às demais regiões aponta que as demais áreas vêm crescendo num ritmo ainda mais acelerado”, apontou o estudo.

As rodovias com maior incidência no estado foram Dutra, Arco Metropolitano e a BR-040.

De modo geral, o levantamento afirma que as secretarias de Segurança Pública, principalmente as de São Paulo e Rio de Janeiro, e as empresas de logística, precisam encontrar novos caminhos para combater a ocorrência de roubos de carga.

“É necessário que a Segurança Pública adote novas estratégias para tentar reduzir esses índices. As empresas, por sua vez, devem usar todos os recursos disponíveis para tentar garantir a segurança de suas cargas, desde instrumentos de Inteligência, tecnologias e demais recursos de alta qualidade”, concluiu.

Confira o mapa de risco do estado, segundo a FreightWatch International:

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Outro lado

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou, em nota, que não comenta estudos dos quais desconhece conteúdo e metodologia, apesar de ter sido alertada pela reportagem dos dados abordados no levantamento. No entanto, a pasta disse desenvolver medidas para combater esses crimes.

“Tanto que, apenas neste ano, o Deic prendeu 1.250 pessoas por envolvimento em ocorrências de roubo, furto e receptação de cargas. Houve crescimento de 12% no número de autos de prisão em flagrante e de 17% no número de presos relacionados a roubos de carga”, defendeu.

“Entre as ações desenvolvidas que possibilitaram esses resultados estão a implantação de um sistema de georreferenciamento das áreas em que ocorrem roubos de carga, locais onde o material é recuperado e banco digital de imagens de presos envolvidos neste tipo de crime, aliadas ao trabalho de prevenção policial”, concluiu.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não havia respondido o pedido de posicionamento feito pelo E-Commerce Brasil até o fechamento desta matéria.

Por Caio Colagrande, para o E-Commerce Brasil

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