Conheça os riscos e virtudes da criação e do acompanhamento do indicador estratégico, o principal driver da sua empresa.

Já é senso comum entre empreendedores o uso de KPIs (Key Performance Indicators) dentro da empresa para acompanhar o desempenho de processos-chave. Este artigo do Portal Endeavor detalha de forma bastante clara essa questão. Um conjunto adequado de KPIs inteligentemente construídos — e principalmente acompanhados — facilita muito a obtenção de um diagnóstico da operação da empresa e também a gestão corporativa. Como diz o artigo, os mais comuns são utilizados para: produtividade, qualidade, capacidade, atendimento, e estratégia.

Por incrível que pareça, em muitas empresas que trabalham eficientemente com KPIs, eu sinto muita falta do último — e, na minha visão, o principal — KPI: o indicador estratégico. Observo dois problemas comuns: ou a ausência total do indicador estratégico ou a adoção de indicadores incompletos. Sinceramente, não sei o que é pior.

Indicadores estratégicos incompletos:

Na maioria das vezes, os indicadores estratégicos são desdobrados em metas nas áreas e sub-áreas da empresa. E metas são metas. Uma vez que elas são definidas, os executivos se desdobrarão para cumpri-las e garantir seus bônus. Definir um indicador incompleto, portanto, é um grande risco para a companhia.

Vou exemplificar essa questão com uma observação a distância que faço do mercado de telecomunicações. Minha empresa atende algumas empresas de telecom há alguns anos e observo um certo padrão que pode ser danoso para o negócio. Como sabemos, o mercado de telecom brasileiro sofreu uma consolidação nos últimos anos e a disputa por clientes é acirrada, haja vista a guerra de promoções que vemos todos os dias na mídia.

A primeira tendência dos investidores, portanto, quando expressam seus desejos aos CEOs é algo como: queremos ser líderes; queremos ganhar representatividade no mercado. E assim aconte…

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