Ineficiência e desperdício de materiais estão entre os principais gargalos. Para Bruno Antonaccio, Head de Inovação da Duratex, o contato com scale-ups vai transformar esses desafios em oportunidades acelerar transformações

Existem alguns segmentos de mercado em que a inovação já está mais difundida. Setores em que organizações consolidadas perceberam a importância de apoiar startups orientadas para a disrupção, pelo bem de suas próprias operações, de seus clientes e de todo o sistema em que atuam. Um exemplo é o segmento financeiro, onde encontramos um número crescente das empresas chamadas Fintechs (neologismo em inglês para Finance and Technology).

Em outros setores, porém, esta relação ainda é tímida. É o caso da construção civil, área que enfrenta uma série de desafios, sobretudo em relação à produtividade. Neste artigo, Bruno Balbinot, fundador e CEO da AMBAR, lembra que “o jeito de construir casas e apartamentos no mundo permaneceu praticamente o mesmo, com algumas inovações incrementais, mas sem um movimento de modernização dos processos e o uso de tecnologias disruptivas na cadeia de produção”. Por outro lado, vale lembrar que é um dos setores de maior impacto na economia e no uso de recursos naturais.

1% = U$S 100 bilhões economizados

Em pesquisa realizada há alguns anos, o Boston Consulting Group verificou que, com o aumento de apenas 1% na produtividade da construção civil, seria possível economizar cerca de U$S 100 bilhões em escala global.

Para Bruno Antonaccio, Head do Núcleo de Inovação da Duratex, “o mercado de construção civil ainda apresenta altos níveis de ineficiência, com grande desperdício de materiais e de tempo”.

De acordo com Bruno, esses gargalos relacionam-se a processos construtivos que precisam ser modificados, atualizados e enxugados — uma transformação na qual novas empresas, orientadas para a inovação e a tecnologia, exercem papel fundamental. São elas que veem oportuni…

Clique aqui para ver a publicação completa