Pinturas no Google: a democratização da culturaNa manchete de uma das milhares de telas que fazem um cerco exaustivo à nossa atenção, estava sendo noticiado que milhares de obras de um grande museu tinham sido repertoriadas pelo grande irmão de Mountain View. Uma notícia anódina, de press-release xoxo.

Mas claro, é esperançoso saber que o maior bisbilhoteiro da vida alheia queira nos dar, e de graça, um pouco de beleza. Assim, na ponta dos nossos dedos, entre um pop-up de um varejista histérico, o retoque de um selfie e emoticons expressivos pipocando por todo canto, Rembrandt e Van Gogh vão dar as caras.

No entanto, o extraordinário altruísmo filantropo do esclarecido irmão nem era o que chamava atenção.

Era o título que o jornalista escreveu: “Agora, as pessoas terão acesso a milhares de obras classificadas por data, popularidade e cor”. Data, popularidade e cor. Claro, quando quero ornar de um fundo erudito a capa do meu perfil numa rede social, melhor selecionar uma obra que combine com o verde maçã do meu cachecol.

A democratização da cultura

Se quero mostrar como aproveitei bem minha razia consumista em Paris, fica mais legal fazer uma graça pinçando o seio de uma beldade renascentista. E depois, se alguém resolver fazer perguntas indiscretas, como por exemplo se vi os azuis de Velasquez, ainda bem que aprendi que além de uma pizzaria famosa, é o nome de um pintor.

Sempre achou-se que a democratização da cultura era um caminho útil e necessário para, um dia, aspirar a uma humanidade mais refinada, instruída, feliz.

Sempre achou-se que temos que começar ouvindo um bombom clássico tocado ao vivo por uma orquestra desafinada, entre um sanduíche de frango frio e um cochilo no parque, para um dia emocionar-se em uma sala de concerto num silêncio concentrado e respeitoso.

Sempre achou-se que é melhor começar lendo gibi, literatura de cordel, jornal sensacionalista e nosso feed do facebook para gradativamente abrir um livro que contenha mais do que pérolas de sabedoria.

Sempre achou-se que a gente começa gostando de grafiti para depois se interessar pelo pintor colorido dos gabinetes políticos.

Mas será que com a ajuda dos gentis engenheiros hipsters, um dia a gente vai querer saber o nome de quem pintou o imã de geladeira vermelho que compramos no camelô do Masp? [Web]

http://webinsider.com.br/2016/10/11/o-trabalho-de-um-publicitario/embed/#?secret=ULroscf9X3

http://webinsider.com.br/2017/03/21/somos-cobaias-da-internet/embed/#?secret=VzM4iCmr4c

. . . . . . . .

Leia também:

  • A mídia determina a mensagem
  • On e off são unidos
  • Vida fragmentada
  • O processo criativo
  • As marcas e o exagero
  • As marcas provisórias
  • Por um marketing menos tóxico
  • Brief, primeiro era o verbo
  • Redes sociais da opressão
  • As especialidades da propaganda

http://webinsider.com.br/2017/01/23/o-drama-da-propaganda-e-a-falta-de-identidade/embed/#?secret=DCbhryYQoy

http://webinsider.com.br/2017/01/04/apresentacao-de-campanha/embed/#?secret=YIUhvDeEvs

The post Pinturas no Google: o Van Gogh do ímã de geladeira appeared first on Web.

Se você gostou da notícia compartilhe nos botões abaixo ou ao lado.

Fique atualizado, siga a gente no Instagram Facebook

Faça a análise SEO da sua empresa gratuitamente e em menos de 1 minuto. Análise Mercado Binário

Veja o texto original

Somos uma agência diferente, focada em vendas e automação.
http://criacaode.site
http://desenvolvimentode.site http://criacaositecuritiba.com

Até a próxima  🙂
Abraços Rodrigo Schvabe

Ou entre em contato conosco
Email: atendimento@mercadobinario.com.br


Endereço:
Mercado Binário

3ª andar – Av. João Gualberto, 1881 – Juveve,
Curitiba
Paraná
8003000

Telefones: (41)39088448
WhatsApp:(41)99547-3615