São Paulo – As pequenas e médias indústrias de cosméticos estão avançando no mercado internacional e já começam a se consolidar na Europa, Ásia e Estados Unidos. Além de ampliar a rentabilidade, os embarques ajudam a driblar a retração das vendas no Brasil.

O embarque de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos cresceu 0,7% no primeiro trimestre ante igual período de 2016, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Na avaliação do gerente de comércio exterior da Abihpec, Ricardo de Nobrega, a indústria ainda tem que reduzir alguns entraves à exportação, como logística, tarifas e taxas, mas ele vê como positivas as recentes movimentações do governo.

“O governo federal lançou em março o Módulo Exportação do Portal Único de Comércio Exterior. A expectativa é que até o final do ano todas as funcionalidades do sistema possam ser utilizadas, o que irá reduzir procedimentos e o tempo na liberação das cargas e, consequentemente, os custos”, diz.

Apesar dos desafios, principalmente no aspecto regulatório para as empresas de menor porte, a imagem positiva do cosmético brasileiro em outros países deve continuar ajudando a impulsionar as exportações, segundo a diretora de operações e marketing da consultoria DirectBiz, Ana Paula Inoue.

“Os nossos cosméticos têm uma imagem boa e a exportação ajuda ainda a reforçar a imagem das marcas no mercado interno”, citou a especialista.

Para a diretora executiva da Bionat Cosméticos, Elizabeth Aimé, além de melhorar a imagem da marca no Brasil, o amadurecimento das exportações tem facilitado cada vez mais os embarques. “Conforme a empresa vai ganhando experiência, vamos entendendo mais os próprios clientes, sabendo o que eles buscam: inovação, preço ou marca”, detalha ela.

Concorrência

De acordo com Elizabeth, muitos clientes da Bionat procuram cosméticos com insumos e formulações que tenham “a cara do Brasil”. “Mas os italianos são concorrentes fortes, porque eles têm um preço bom e muita tecnologia, que muitas vezes as indústrias aqui no País não têm”, explica.

A empresa já exporta para Estados Unidos, Inglaterra, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Itália, Chile e Bolívia. Este ano, o foco será entrar ou ampliar a presença na França, Colômbia e México. “Nos Emirados tivemos um problema com a imagem do Brasil, que ficou arranhada com os escândalos recentes. Um cliente passou a envasar nos Estados Unidos para não sair com o selo de produção do Brasil”, diz.

Ela revela que as exportações da Bionat tiveram alta de dois dígitos em volume em 2016 e, para este ano, a meta é ampliar em até 80% o volume dos embarques. “Hoje, a exportação representa mais de metade do nosso negócio. Nem queríamos isso, mas o mercado interno continua difícil”, disse ela.

Já a Sweet Hair, outra brasileira que tem crescido com a exportação, não tem enfrentado problemas com a imagem do País. “Vendemos como uma empresa global, então não temos essa associação de imagem”, afirma o diretor executivo da Sweet Hair, Paulo Kazaks.

A principal estratégia do executivo para enfrentar as concorrentes fora do Brasil é investir em produtos com apresentações diferentes, como a textura.

“O fato de sermos uma empresa jovem nos ajuda muito, porque não temos uma estrutura engessada e nos arriscamos mais”, disse ele. A Sweet Hair tem capacidade para produzir cerca de 200 toneladas todo mês, mas deve ampliar a capacidade em breve, com a inauguração de uma nova fábrica.

“Estamos em quase 70 países e hoje a exportação representa aproximadamente 45% do nosso faturamento”, cita Kazaks. Para 2017, o objetivo é elevar em pelo menos 50% os embarques.

A mineira Softhair, que exporta desde 2010, tem se tornado mais competitiva a partir da entrada no mercado externo. “Os processos internos melhoraram a partir da exportação e passamos a entender melhor outros mercados e as tendências de consumo, que muitas vezes trazemos para o Brasil”, diz o gerente internacional da Softhair, Fernando Raphael.

No último ano, o faturamento total da Softhair ficou em linha com 2015, com os efeitos da desaceleração no mercado brasileiro. Mas, para 2017, a estimativa é de alta, puxado pela exportação dos produtos.

O movimento de entrada no mercado internacional continua sendo seguido por novas fabricantes, como a Haskell que escolheu Portugal para começar a vender fora do País.

“A exportação é embrionária para nós, mas desde o ano passado começamos a colocar em prática o plano de vender para outros países”, afirma responsável pela exportação da Haskell, Flávia Carneiro. Ela lembra que a companhia já preparou a estrutura logística para entregar os produtos em 30 dias.

Jéssica Kruckenfellner

Fonte: Panorama Farmacêutico

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