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Marcos Arruda sabe bem como o empoderamento pode mudar a vida de uma pessoa. À frente da Moneto, fez disso a sua missão — e transformou uma fintech em ferramenta de afirmação social.

Aos 17 anos, Marcos Arruda queria o mundo. Queria vê-lo de cima, no alto, dentro da cabine de um avião. Desde os 14 anos, sonhava em estudar na AFA – Academia da Força Aérea, escola de formação de pilotos da FAB. Depois de conversar com um piloto da esquadrilha da fumaça que um dia pousou em sua cidade, o Capitão Todesco, descobriu que a distância entre ele e seu sonho era uma questão de sentar e estudar.

O garoto do interior da Bahia, filho de um caminhoneiro com uma dona de ferro-velho, ambos sem instrução e semianalfabetos, fez a lição de casa e conseguiu, então, entrar para a Academia. Antes de ingressar na FAB, Marcos fez concurso público para ser carcereiro no presídio de sua cidade, para, dessa forma, ajudar seus pais enquanto estudava para a prova de admissão. Marcos usava os dias de folga para estudar para as provas. Dois anos depois, na Academia, durante um voo de instrução aérea ele se deparou com uma pane em seu rádio e ficou sem comunicação com a Torre de Controle, adotando assim um procedimento de emergência. A torre de comando enviou sinais coloridos a Marcos, que não foi capaz de enxergar. Descobriu que era daltônico.

A frustração foi enorme. Mesmo com toda a dedicação, não havia mais nada que pudesse fazer. Aos 21 anos, precisava encontrar um novo sonho. Retornou ao interior da Bahia para se reinventar.

Mudando a rota

As perspectivas de trabalho na cidade eram limitadas: talvez ele conseguisse ser vendedor em uma loja de sapatos ou trabalhar na loja de autopeças, ambos por indicação dos pais. Mas Marcos queria estudar. A faculdade local, além de não ser tão reconhecida, era particular e ficava fora de questão.

“Qual é o lugar no Brasil onde eu consigo estudar, morar e comer sem precisar pagar nada?”, ele …

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