Foto: Arquivo familiar

O crime ocorreu em 21 de abril de 2009, às margens da BR-116, em Quatro Barras, e vitimou Renata Ferreira e Bernardo Pedroso, à época com 21 e 24 anos.

Estudantes de Arquitetura e Direito, os jovens foram mortos depois de participarem de uma festa em outra cidade da região. A comemoração era uma homenagem ao aniversário de 120 anos de nascimento do ditador alemão Adolf Hitler. A motivação do crime: uma suposta disputa de poder dentro do grupo neonazista.

Conforme as investigações, a execução dos dois jovens foi planejada por cinco pessoas que admitiram participação nas mortes. Já se sabe que o caso vai a júri popular, falta saber quando. Conforme o assistente de acusação José Carlos Portellla Junior a resposta para isso depende de um recurso apresentado ao STF. A matéria está sob sigilo, mas segundo o advogado tem relação com uma prova que a defesa de um dos réus tenta invalidar, e que o Ministério Público luta para manter.

Esse recurso está parado no Supremo Tribunal Federal desde 07 de junho de 2017, na mesa do relator, ministro Alexandre de Moraes, sem previsão para que seja avaliado.

É só depois dessa decisão sobre a possibilidade ou não de que a prova seja considerada que a Justiça paranaense poderá marcar o julgamento. Enquanto isso as famílias completaram mais um ano de espera, como desabafou o pai de Renata, Amadeu Ferreira Junior.

Para o advogado da família e assistente de acusação a demora penaliza duplamente as vítimas e significa uma negativa de acesso à Justiça.

O casal foi encontrado morto ao lado do carro da jovem. Bernardo foi baleado na cabeça; Renata sofreu dois disparos, na nuca e na perna.

Os acusados…

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