Foto: Lucian Pichetti

O protesto dos motoristas de aplicativos de transporte de passageiros foi em frente a Universidade Positivo, na Cidade Industrial de Curitiba. Não por acaso. Ocorria ali, no Teatro Positivo, a Uber Fest, festa anual da empresa que homenageia e premia cerca de 500 funcionários mais bem avaliados pelos usuários. E foram usuários que teriam assassinado dois motoristas de aplicativos em 48 horas. A revolta dos trabalhadores, que protestaram com faixas e cartazes, foi motivada pelo descaso e falta de segurança, como explica o representante dos motoristas, que não quis ter o nome divulgado.

No sábado, o corpo de Agnaldo Felipe Milki, motorista do aplicativo 99 POP, foi encontrado em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O homem, de 34 anos, foi morto a facadas. Na sexta-feira, 19, Marcos Mathozo Cordeiro, de 25 anos, foi encontrado morto em Almirante Tamandaré, também na grande Curitiba. O carro do motorista da Uber foi retirado do fundo de um lago do parque Tingui. Ontem, os colegas dos profissionais mortos protestaram também pelo descaso dos representantes das empresas, que, segundo eles, comparecem a festas, mas não dão as caras nos velórios dos trabalhadores.

Após o protesto em frente a UberFest, a empresa se manifestou em nota, que diz o seguinte:

“A Uber respeita o direito democrático à livre manifestação e está sempre à disposição dos motoristas parceiros para dialogar e ouvir sugestões. Hoje mesmo, durante o dia, um grupo de motoristas já foi recebido pelos representantes da empresa em Curitiba. Todavia, cabe esclarecer que os dois casos relatados pela mídia citando o aplicativo desde a última sexta não ocorreram durante o uso da plataforma – e são, portanto, casos típicos da violência urbana que infelizmente permeia n…

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