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A noite do dia 15 de janeiro ficará para sempre na memória de Sueli e Edi Carlos Del Antonio, não somente porque esta foi a noite da morte do filho Carlos Ramom de 19 anos, mas também porque o casal, além de amigos e familiares velaram por 13 horas o corpo do filho morto com uma facada no asfalto onde o crime ocorreu em Colombo na região metropolitana.

Naquela noite o IML estava sem veículos para atender ao caso. O corpo de Carlos Ramom ficou das nove e meia da noite do crime até a manhã do dia seguinte. Na época o governador Beto Richa disse que era inadmissível essa situação. O ocorrido teria motivado inclusive a saída do secretário de segurança pública na época Wagner Mesquita.

O sofrimento causado pela morte do filho e a inexplicável espera pela viatura do IML para transporte do corpo motivou o casal entrar com pedido de indenização por danos morais contra o Estado do Paraná em decorrência de uma falha na prestação do serviço público.

De acordo com o advogado Pedro Davidoff, que representa a família, a falha na prestação do serviço que é previsto por lei foi o que motivou a ação.

Dias depois do ocorrido o governo do Estado contratou em regime de urgência novos veículos para atender o IML. Para Davidoff, a negligência do Estado fica mais evidente uma vez que a contratação emergencial exige dinheiro nos cofres públicos.

Na ação de indenização o advogado pede o valor de 150 mil reais a cada um dos pais, e 150 mil reais a esposa de Carlos Ramom.

Repórter Vanessa Fernandes

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