Muito do sucesso da Droga Raia é relacionado à automação de estoque e eficiência operacional. Mas nada disso faria sentido sem um elemento fundamental: o cuidado com as pessoas. 

Minha atuação á frente da Droga Raia foi pautada por três fases distintas. Primeiro foi a “lógica”, de processos de automação de estoque. Depois, veio a “psicológica”, em que priorizamos a gestão de pessoas e por fim a “estratégica” com o objetivo da conquista de uma liderança verdadeiramente sustentável.

Recentemente, participei do Encontro dos Empreendedores da Endeavor. Foi uma bela oportunidade de trocar ideias e compartilhar experiências com os jovens empreendedores, que trazem uma energia e uma vontade de realizar contagiantes. De minha parte, procurei partilhar um pouco do que aprendi ao longo dos trinta e cinco anos que vivi à frente da Droga Raia.

Procurando soluções para um negócio difícil

Sou engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, mas desde cedo me envolvi no negócio de farmácias da minha família. Meu pai havia comprado a empresa, cujas farmácias em sua maioria levavam o nome Droga Pan. Naquela época, nos anos 70, o varejo de medicamentos no país passava por momentos difíceis, com rentabilidades muito baixas em função de controles de preços e forte presença do atacado na intermediação com a indústria.

Entrei na empresa em 1977. Cuidava das tarefas mais simples, mas o varejo era quase nada profissionalizado. Um dos nossos grandes problemas era o estoque: tínhamos produtos em excesso nas lojas, sofrendo com validades vencidas. Precisávamos aumentar o giro dos estoques. Os lucros da empresa apareciam sempre nas prateleiras e a empresa carecia de caixa para crescer.

Então, uma luz se acende quando os primeiros computadores passam a ser fabricados no Brasil. Ali, constatamos a oportunidade de transferir a inteligência da gestão de estoques das filiais para administração central. Era um processo de automação q…

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