Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Os deputados pressionaram e a Itaipu Binacional informou os salários pagos à cúpula da usina. Tem diretor que ganha o dobro do teto do funcionalismo público do país.

Há muito tempo a Usina Hidrelétrica de Itaipu não presta contas dos salários de seus servidores. A binacional não é fiscalizada pelo Tribunal de Contas da união e, com este argumento, escondia os valores. Por pressão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados, a informação veio a público.

O diretor-geral brasileiro da hidrelétrica recebe mensalmente R$ 69.656,35 – em valores brutos. Outros cinco diretores brasileiros de Itaipu recebem cada um R$ 67.254,41. Os valores são praticamente o dobro do teto do funcionalismo público no país: R$ 33.763. Os salários da diretoria da empresa são fixados em comum acordo pela Eletrobras e pela Administración Nacional de Eletricidad, do Paraguai.

Também foram divulgados os valores pagos ao restante da diretoria da usina, a assessores comissionados e a membros do Conselho de Administração. Tem assessor especial que ganha 21 mil reais e assessor de comunicação social com honorário de 24,5 mil.

As informações foram repassadas a partir de um pedido formulado pelo deputado paranaense João Arruda (PMDB).

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No entendimento da usina, Itaipu é uma empresa juridicamente internacional, regida pelo tratado entre Brasil e Paraguai que a criou em 1973 e não faz parte da Administração Pública Federal.

Por meio da assessoria de imprensa, a usina afirmou que, “independentemente de outras considerações de mercado salarial, os honorários dos dirigentes da Itaipu são proporcionais e compatíveis”. Disse também que “Itaipu responde por 16% da energia elétrica consumida no Brasil e por mais de 75% do consumo no Paraguai, tendo faturamento anual bruto de US$ 3,8 bilhões.

Para o deputado João Arruda a explicação não justifica os…

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