A visão é um desenho do futuro que ainda não se concretizou. Na história da Ecoville, ampliar essa visão foi fundamental para os irmãos Castelo seguirem empreendendo.

Leonardo e Leandro tinham menos de 5 anos. Mas até hoje lembram do que o pai, José Edmar Castelo, dizia para eles. Formado em engenharia e chefe de manutenção de uma grande empresa, ele enxergava para os filhos um futuro empreendedor.

– Um dia, vocês vão ser os melhores no que fazem. Mas, para isso, precisam pensar grande.

Até Leonardo completar 18 anos, e seu irmão 14, a família não passava muito tempo no mesmo endereço. Já tinham morado em São Paulo, Uberlândia e Salvador. As mudanças constantes, motivadas pelo emprego do pai, uniram muito a família: os dois irmãos, a irmã e os pais. Longe dos outros parentes, eles se apoiavam entre si para adaptarem-se às mudanças e à dinâmica das novas cidades.

Quando chegou o momento de escolher a faculdade, os irmãos não tiveram dúvidas: seguiriam a carreira do pai. O conselho que sempre ouviram para pensarem grande ressoava tanto neles que o desempenho dos dois irmãos costumava ser acima da média. Aos 17 anos, por exemplo, Leonardo fez um tecnólogo em Eletromecânica, o que abriu as portas para trabalhar em uma multinacional, liderando o time de Manutenção, num processo seletivo que envolveu 64 pessoas.

De volta a São Paulo, os irmãos e o pai decidiram abrir uma empresa de automação. Apesar de sempre sonharem em atingir muitas pessoas de forma escalável, aquele modelo de negócio não os levava por esse caminho. Um ano depois, fecharam as portas.

Andando pelas ruas de seu bairro, com a cabeça fervilhando de ideias sobre o próximo negócio, Leonardo e Leandro ouviram um carro de som. A voz do locutor ecoava pelas ruas vinda de uma caminhonete que quase tombava de tão pesada. Nela, produtos de limpeza caseiros eram vendidos em garrafas PET e pequenos barris empilhados. Apesar do improviso, os dois irmãos…

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