Para Tiago Dalvi, empreender é como pilotar um carrinho de rolimã na descida. A pista é esburacada e a velocidade tão alta que você não tem escolha, a não ser olhar para frente. Foi assim que nasceu o Olist. E é essa história que ele conta em seu Day1!

Aqui na Endeavor, nós não acreditamos em “overnight success”, a história do empreendedor que vira um sucesso, do dia para a noite. O que mais vemos, ao contrário, são jornadas mais longas que só encontram o sucesso por persistência e muita resiliência de quem empreende. O “overnight success” de Tiago Dalvi, por exemplo, já dura 12 anos — e ele acredita que ainda está só no começo.

Tiago nasceu em Londrina, no interior do Paraná. Para ele, a ideia de empreendedorismo sempre foi natural e, ao mesmo tempo, assustadora. Essa contradição vinha do exemplo de casa. Começou quando seu pai e sua mãe decidiram largar o escritório de arquitetura para abrir uma loja de aeromodelismo no shopping. Tudo ia bem, até que o governo instituiu uma norma que sobretaxava os artigos de importação, levando a loja à falência.

Desse tempo, Tiago tem uma memória que o marcou muito. Quando ele pedia ao pai dinheiro para comprar um Big Mac — que, na época, custava só R$4,95 — ele tirava o dinheiro do caixa da loja. Misturava o bolso da empresa com o bolso da família. Experiências como essa levaram Tiago a entrar na faculdade de administração: para aprender tudo o que podia sobre gestão e abrir o próprio negócio.

Foi na UFPR, em Curitiba, que sua jornada começou. Lá, trabalhou por três anos na Empresa Jr., onde conheceu um grupo de ex-alunos que estavam empreendendo na área de negócios sociais. Eles estavam fundando a Aliança Empreendedora. Naquela época, Tiago tinha lido “O Banqueiro dos Pobres” de Muhammad Yunus que ganharia, tempos depois, o Prêmio Nobel da Paz. Era aquilo que ele queria fazer: um negócio que unisse lucro com impacto social.

Conversando com o pessoal da Aliança, T…

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