Eles não são fáceis de encontrar, difíceis de lapidar, mas têm um brilho único. Veja como Bel Humberg, fundadora de OQVestir, mantém acesa a busca por diamantes.

O avô de Bel Humberg tinha o seguinte ditado: uma pessoa pode ser catadora de feijão, e ficar caçando aquilo que não presta, que vai ser descartado, o que é ruim, ou de diamantes — aquelas que vão procurar no meio do rio, na lama, aquilo que brilha. Bel dizia ao avô que queria a segunda opção: buscar pedras brutas que podem ser lapidadas e ter um imenso valor.

Desde a infância, Bel, que levou, com suas sócias, o e-commerce de moda OQvestir do zero para um faturamento de R$ 100 milhões em seis anos, está em busca de diamantes: oportunidades, negócios, pessoas e conexões com imenso potencial de valor, desde que alguém esteja disposto a encontrá-los e lapidá-los. Nessa jornada, ela lembra de outro ensinamento do avô: “A história não fala dos covardes”.

Bel nasceu em São Paulo, em uma família tradicionalmente paulistana, mas isso não significava moleza: para qualquer gasto extra era preciso se virar: por isso, já dando bons sinais empreendedores, vendia ovo de páscoa, sanduíche natural, camisetas, dava aulas particulares…

Sempre muito intensa e esforçada, na hora de escolher a faculdade ela foi fazer logo duas: psicologia e direito. “A vida é só uma, e eu tenho tantos sonhos a realizar”, conta ela.

A força da gentileza

Em 1995, recém-formada e recém-casada, ela recebeu a proposta de montar a filial do escritório Demarest, um dos mais importantes do país, no Rio de Janeiro. “Para uma catadora de diamantes, vi ali uma linda oportunidade de tirar um projeto do papel, lapidá-lo e fazê-lo brilhar.”

Se hoje a questão das mulheres em cargos de liderança ainda é um desafio, imagine a situação mais de 20 anos atrás. Bel conta que o chefe a apresentava assim:

“Essa é a doutora Isabel, ‘o nosso homem no Rio’”.

Às vezes, clientes entravam na sala de reunião e…

Clique aqui para ver a publicação completa