“O gerente ficou maluco!” era uma frase possível de se dizer há 10 anos.

Há uma década, não estávamos em tempos de crise e o consumidor estava muito mais apto a comprar. Se colocarmos essa frase no contexto atual do mercado mundial, ela se tornou equivocada e (quase) impossível de ser dita. Não que descontos e promoções não sejam possíveis, eles são necessárias para a economia rodar. A grande questão em jogo é o modo como isso é comunicado e chega ao consumidor.

Consumidores de uma década atrás eram muito menos exigentes, pois as opções de produtos e a quantidade de informações sobre eles eram bem menores. Peguemos, por exemplo, uma loja de roupa tradicional. A marca anunciava seus produtos em canais de TV, revistas, rádio, todos os meios que considerasse válido. Assim, o consumidor era bombardeado com informações, já que todas as marcas de roupa faziam a mesma coisa. Desse modo, loja não sabia se quem estava vendo seu anúncio era se público-alvo de fato, ou simplesmente não possuía interesse naquele produto.

Dez anos se passaram e aqui estamos em 2017. Essa mesma marca, hoje, utiliza outra estratégia para chegar em seus futuros clientes e também nos já “estabilizados”. Ela não o bombardeia com informações que podem ser desnecessárias ou irrelevantes. Ela prefere deixar o cliente chegar até ela. Certo, mas como? Não que os anúncios de rádio e TV tenham acabado, mas a empresa percebeu que é possível e muito mais vantajoso que o cliente vá atrás dos produtos da empresa. Vamos dar um exemplo:

O verão está chegando. Automaticamente a procura por roupas da estação começa a aumentar. Portanto, a empresa começa a criar conteúdo relevante que remeta à moda dessa época do ano, com textos intitulados “Tendências para o verão 2018”, por exemplo. Algum tempo depois, outro conteúdo sobre roupas de banho é postado em seu site. Até o momento em que a marca lança, por meio do site, o seu look de verão 2018.

Agora vamos para o lado do cliente. É uma mulher, dos seus 30 e poucos …

Click here to view full post