Foto: Reprodução / Google Street View

Apesar de decisão judicial válida desde setembro passado que definiu a interdição da carceragem da Delegacia de Almirante Tamandaré o espaço está sendo usado para a guarda de presos e está superlotada.

A informação é do Sinclapol, Sindicato das Classes Policiais, que crítica o desrespeito à ordem de fechamento da unidade e o desvio de função imposto aos policiais. Segundo o presidente do sindicato, Fábio Rossi, hoje o local tem 22 presos ocupando um espaço que deveria ser destinado a dois.

A decisão pela interdição das celas, as transferências e o não recebimento de outros detidos até que o espaço estivesse em condições foi assinada pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da Vara da Corregedoria dos Presídios de Almirante Tamandaré. Conforme o texto da juíza, a medida foi tomada porque “diante da inércia do Poder Executivo em solucionar o gravíssimo problema, cabe ao Poder Judiciário adotar medidas” em decorrência da superlotação e da falta de condições de estrutura,

Sobre a carceragem de Almirante Tamandaré, o presidente do Sinclapol reforçou que a situação é de ilegalidade e risco para a população do local.

Ainda no ano passado, presos foram transferidos, mas outros seguiram sendo recebidos na delegacia, ou seja a interdição não aconteceu. À época a explicação dada pela Polícia Civil foi de que – como foram detidos depois da decisão – não estariam incluídos na obrigatoriedade das transferências.

Questionada agora, a assessoria de comunicação se manifestou por meio de nota, na qual afirma que a carceragem da Delegacia de Almirante Tamandaré não foi reativada. A informação é de que houve autorização por parte da juíza local para que os presos fiquem na delegacia enquanto aguardam pelos tramites legais, já que não h…

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