Foto: Reprodução / Google Street View

Depois de duas semanas os presos da carceragem da delegacia de Almirante Tamandaré começaram a ser levados para outras unidades.

As transferências foram determinadas em decisão judicial depois de fugas, registradas durante o mês de setembro e em função da superlotação.

O estado foi notificado no último dia 26, mas a retirada de parte dos detentos só aconteceu nesta terça-feira (10).

A decisão é assinada pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da Vara da Corregedoria dos Presídios de Almirante Tamandaré em resposta a um pedido de providências para a transferência dos presos por causa da superlotação, de problemas de saúde de alguns reclusos, além de riscos de rebelião.

Conforme o texto da juíza, a medida foi tomada porque “diante da inércia do Poder Executivo em solucionar o gravíssimo problema, cabe ao

Poder Judiciário adotar medidas”. Na decisão, a magistrada pontuou o histórico da delegacia de Almirante Tamandaré desde 2008, ano de uma rebelião no local e de posterior reforma.

Segundo a juíza o caso é de permanente superlotação e de falta de condições para a guarda dos presos; situação que mais recentemente foi agravada com o fechamento de uma cela após a fuga de dois homens que danificaram as grades, inviabilizando o uso do espaço.

Depois disso a capacidade é para seis presos, mas a carceragem chegou a abrigar 36.

Conforme o Depen (Departamento Penitenciário do Estado), depois de notificado, o governo encaminhou a decisão para o Conselho de Transferência de Presos que só agora definiu as saídas.

Diz a Polícia Civil que 12 presos foram transferidos hoje para o Centro de Triagem 01, em cumprimento da decisão, mas eram 21 os que ali estavam.

Conforme a assessoria da polícia esses nove que permanecem na carceragem foram detidos depois da decisão e por isso não estariam abarcados na obrigatoriedade de transferência.

Na prática quer dizer que a decisão é cumprida apenas parcialmente, já que a definição era p…

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