Seja o fundador do Instagram que nasceu em São Paulo ou os cariocas que cobram turistas para guardar um lugar na fila de um dos cartões postais do Rio, o espírito empreendedor está bem vivo no Brasil – por hora. Um novo relatório sobre a situação da indústria na América Latina e no Caribe (ALC) mostrou preocupação com os futuros empreendedores do País, bem como na região como um todo.

O Global Entrepreneurship Monitor (GEM) pesquisou 12 países da ALC, representando 82% da população da região e 88% de seu Produto Interno Bruto. A pesquisa revelou que os brasileiros têm a segunda mais positiva atitude sociocultural em relação ao empreendedorismo, atrás apenas dos guatemaltecos. No entanto, apenas menos da metade da população brasileira tem o potencial de se tornar um empreendedor, um número pior que todos os países da ALC, exceto Porto Rico.

Surpreendentemente, considerando que não havia uma palavra em português para “empreendedor” no Brasil até muito recentemente, três em cada quatro cidadãos têm uma atitude social positiva em relação a ela, sendo agora uma escolha de carreira válida – uma porcentagem maior do que as médias registradas na Europa, Ásia e África. No entanto, apenas 50,5% da população tem potencial para se tornar um futuro empreendedor, tornando o Brasil a nação na colocação mais baixa do ranking da América do Sul.

“A baixa porcentagem de potenciais empreendedores no Brasil é motivo de preocupação, considerando as atitudes sociais fortemente positivas dos brasileiros em relação ao empreendedorismo (76%, a segunda maior da região)”, diz o relatório. As possíveis razões citadas pelo relatório incluem falta de acesso a serviços públicos como a eletricidade, gás, água e sistema de esgoto. Além disso, o Brasil apresenta a pior taxa de acesso a serviços de TI, como linhas telefônicas e internet.

Outros resultados relevantes referentes ao Brasil incluem:

  • O Brasil tem uma proporção de apenas 7% de empresas “novas”, um sinal de “potenciais problemas no ecossistema empresarial”, que não é favorecido pelas “condições econômicas desafiadoras”.
  • E tem uma proporção de 18% de empresas “estabelecidas”, mais do que o dobro da média regional, bem como uma das taxas mais altas do mundo.
  • Somente Guatemala e Panamá têm uma proporção maior de empreendedores impulsionados pela necessidade, ou seja, aqueles que não têm escolha melhor para trabalho.
  • O Brasil é uma das quatro economias que está quase totalmente orientada para seus mercados domésticos. Mais de 85% dos empreendedores não têm clientes fora do Brasil.
  • Entre os empreendedores brasileiros, 30% iniciaram suas empresas no transformador setor da indústria, que inclui fabricação de bens de consumo, construção, transporte, comunicação, serviços públicos e distribuição por atacado.

O relatório analisou Argentina, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá, Peru, Porto Rico e Uruguai. Embora a região tenha registrado bons indicadores de desempenho econômico na virada do século, nos últimos cinco anos houve um contínuo declínio no crescimento. Isto se deve, segundo o relatório, a um ambiente externo adverso aos exportadores de commodities.

“Mais precisa ser feito para apoiar o empreendedorismo na região”, disse Rodrigo Varela, pesquisador colombiano e um dos autores do relatório. “A região tem uma percentagem muito elevada de pessoas que querem iniciar um negócio – em média, cerca de dois terços das pessoas na região relatam atitudes sociais positivas em relação ao empreendedorismo e cerca de um quinto da população adulta está engajada em atividades empreendedoras iniciantes. Estes números são superiores aos dos outros grupos geográficos, com exceção da África. Mas para revelar o potencial que esses números representam, os empresários precisam de um ambiente mais propício que lhes permita, explicitamente, surgir, competir e inovar”.

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Até a próxima  🙂
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