Juliano Trevisan contou que, na última quinta-feira, saiu de um evento de advogados e foi ao James Bar, no bairro Batel. O traje escolhido para aproveitar a noite com os amigos foi camisa manga curta preta, calça social, sapato marrom, e gravata preta. Na entrada do bar, Juliano foi barrado por um funcionário.

Ele teria dito que o advogado não poderia entrar com aquela roupa, pois seria confundido com um segurança dentro da casa noturna. Um segurança, que estava do lado e tinha um rabo de cavalo, ainda teria dito a Juliano que o problema não era com o cabelo comprido do advogado. Juliano preferiu não argumentar e foi embora com os amigos. Somente ao entrar no carro ele percebeu que foi vítima de discriminação e preconceito racial.

“Me sinto humilhado, olhei mil vezes minha roupa, até entender que o problema não é minha roupa, não é meu estilo, não sou eu”, escreveu o advogado. Ele disse que muitas pessoas que vão ao James usam camisa e gravata e nem por isso são barradas. Juliano classificou a atitude dos funcionários de “parcial e amadora”.

Em nota, o James Bar lamentou o episódio e disse que impedir a entrada do advogado foi uma atitude errada e arbitrária de dois funcionários, que já foram demitidos. O texto diz o seguinte, abre aspas, Por mais que tentemos nos colocar no lugar do Juliano, não vamos conseguir entender a sensação de humilhação que ele sentiu no momento. Mas imaginamos algo muito triste e distante do que sempre queremos para todos. Toda vez que vocês pisam no James, desejamos que se sintam especiais, acolhidos e livres, fecha aspas.

A postagem de Juliano teve grande repercussão no Facebook. Já são quase dois mil compartilhamentos e mais de mil comentários. A página do James Bar também foi alvo de comentários negativos e críticas a conduta dos funcionários da casa.

Repórter Tabata Viapiana

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