Ah, sim, todo início de ano a tradicional feira do consumidor, cognominada de CES (Consumer Electronic Show) mostra um desfilar de circos midiáticos para a demonstração de novos aparelhos, alguns reputados como “revolucionários”, segundo a expectativa dos fabricantes em impressionar a quem está sentado assistindo ou quem procura a mesma coisa, por streaming, no seu computador de casa!

E que ninguém pense que alguma dessas tecnologias usada nas telas de TV atuais morreu ou está em curso de obsolescência, porque claramente não é o caso.

Há muito pouco tempo atrás, alguns desses fabricantes se debruçavam sobre a decisão de usar ou não tecnologia OLED nas telas. Alguns questionamentos estavam (e ainda estão) na pauta, entre eles a vida útil do televisor. E com o advento da imagem HDR, o questionamento aumentou mais ainda, em função da relativa menor dinâmica de contraste que as OLEDs apresentam.

A pior crítica talvez seja a de quantidade de nits (luminância) capaz de satisfazer a formação de uma imagem HDR convincente.

No entanto, isso não impediu a Sony de, ao contrário dos anos anteriores, lançar uma TV OLED, para espanto de muita gente do ramo, que costuma cobrir estes eventos. A tela é tão fina que foi preciso uma ginástica para acomoda-la na estrutura do aparelho, como mostra a figura abaixo:

E a LG, principal proponente da tecnologia OLED, vai ainda mais além, ao introduzir uma tela com pouco mais de 2 mm de espessura, uma façanha e uma aposta no mercado, pela aceitação por parte daqueles que têm horror de ter uma televisão com tela grande em casa.

Quem continua relutando em oferecer OLED é a Samsung, que recentemente abraçou a adoção de pontos quânticos e não larga mais.

Correndo por fora, na linha de novos projetores, a chinesa Hisense lança um modelo com iluminação a raio laser, para projeção a curta distância de uma imagem de grande porte. Quem tiver interesse, eis aí o vídeo publicitário:

A ideia por trás do produto da Hisense é conseguir uma imagem de até 100 polegadas, projetada em qualquer superfície com uma distância de pouco mais de meio metro. Segundo a empresa, não é preciso ter uma tela dedicada, mas pela demonstração ficou mais ou menos evdeinte que, como qualquer projetor, o aparelho carece de um ambiente escurecido.

Até onde eu pesquisei, nenhuma informação foi dada a respeito do elemento formador da imagem, e como a Hisense não tem presença por aqui fica difícil encontrar alguém que possa informar a respeito. Presumivelmente, o projetor deve usar LCD, que é o mais comum em projetores modernos.

Marchas e contramarchas

O Dolby Vision, versão extraoficial de imagens HDR parece finalmente ganhar algum espaço entre os fabricantes de TV. Entretanto, o padrão continua sendo o HDR10, usado em todas as TVs indistintamente.

Tudo isso que a gente vê por aí é fascinante, mas esbarra em um problema: PREÇO!

Aqui no Brasil mesmo, é possível encontrar telas com 75 polegadas, na faixa de 44 000 reais, em modelos recentes, e eu já esbarrei em preços elevados, embora um pouco menores, em torno de 35 mil.

E talvez o mais irônico deste mercado é a certeza de todos os fabricantes em oferecer qualquer tela com a opção “Smart”, incluindo algumas dezenas de aplicativos junto com um sistema operacional dedicado.

Entre esses aplicativos estão em significativa proeminência aqueles dedicados aos serviços de streaming. O que na prática quer dizer que o broadcasting tradicional vai perdendo espaço cada vez mais e a TV por assinatura corre em disparada pelo mesmo caminho.

Entre as vantagens dos serviços de streaming estão: preço mais baixo, oferta dedicada, resolução e recursos de imagem e áudio (4K, HDR, Dolby Plus, etc.) que nem os provedores de TV paga oferecem por enquanto.

Fora isso, que não é pouco, como espectador de um desses serviços de streaming eu posso me dar ao luxo de programar o que quiser, voltar a ver, guardar o programa em uma lista pessoal, e vai por aí.

E embora a situação econômica do país vá de mal a pior, a concorrência entre os serviços garante, por enquanto, um preço mais competitivo do que os praticados pelas operadoras de TV por assinatura.

Indo tudo para este lado inexoravelmente, “ver TV” é o que menos importa no aparelho “Smart”, e sim usar a tela da TV para outros fins, incluindo internet, jogos online e um monte de recursos que se tornarão um vício de alguém em algum momento.

Deve-se acreditar na maior parte do que é dito na CES. Mas, por outro lado, o bom senso manda fazer como os ingleses, que “esperam para ver” o que vem a seguir.

Na CES de 2015, por exemplo, a Nvidia apresentou uma GPU nova apelidada de Pascal, segundo eles duas vezes mais rápida do que a placa gráfica Titan, topo de linha da empresa.

Pois muito bem: ao longo de 2016 foram descobertas falhas nas novas placas, que incluíam temperatura excessiva no backplate, pixelização ou ausência de sinal devido a erros nos módulos de memória, aparecimento de tela preta com o computador já rodando o sistema operacional, e tudo isso sem qualquer tipo de overcloking.

Todo aquele costumeiro estardalhaço midiático da apresentação da GPU Pascal caiu por terra quando alguém postou no YouTube uma placa desta linha saindo fumaça e depois pegando fogo.

São placas gráficas caras, prometem aos gamers ainda mais frames em alta resolução, mas pegam fogo?

Este ano os fabricantes se mexeram para modificar as placas da linha, com a nova GPU. Se todo mundo tivesse esperado um pouco, talvez a decepção não fosse tão forte e o investimento pesado se transformado em frustração.

Isto quer dizer que a GPU Pascal da Nvidia é ruim? Claro que não, mas os projetos em si se mostraram inadequados, e mais uma vez contra fatos não há argumentos.

Por acaso, a situação das telas de TV iria ser diferente? Alguém por aí já respondeu quanto dura uma televisão OLED sem alteração da crominância?

No quesito som, algumas empresas começam a sugerir a instalação das barras de com (“soundbar”) junto da TV, porque a maioria das soluções de áudio nas novas telas é péssima.

Nota-se cada vez mais um desequilíbrio tonal resultante de um insuficiência na reprodução da faixa de médios para graves, e em alguns modelos uma distorção inaceitável na parte superior da faixa de médios, que se reflete na percepção dos diálogos de alguns seriados.

A barra de som quebra um galho, geralmente trabalha conectada diretamente à TV ou pareados por bluetooth, mas os melhores modelos jogam o preço bem lá para cima, de repente mais da metade do preço da TV. Então, é uma solução que acaba penalizando o consumidor final.

Finalmente, parece que o 3D acabou sendo mesmo virtualmente abandonado, e eu ouvi de um representante da Panasonic, que acabara de abraçar a tecnologia OLED, que o 3D foi preterido para “não comprometer a qualidade da imagem”.

Enfim, mais um ano mais um monte de coisas que a maioria não vai comprar. Para nós que vivemos aqui às vezes parece que a gente anda gravitando em um universo paralelo. [Web]

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